Cirurgia
oral
Avaliação e cirurgia para extração de sisos, dentes inclusos e enxertos ósseos. Os exames ajudam a definir a técnica, os cuidados e o tempo de recuperação.

Imagem ilustrativa · Foto: Cedric Fauntleroy / Pexels
O que fazemos
A cirurgia oral reúne os procedimentos que envolvem tecido ósseo e mucosa: extração de terceiros molares, remoção de dentes inclusos ou retidos, enxerto ósseo, levantamento de seio maxilar, frenectomia e remoção de lesões para biópsia.
São procedimentos feitos com instrumental esterilizado e rastreado por ciclo, sob anestesia local e, quando o caso ou a ansiedade justificam, com sedação acompanhada por profissional habilitado.
Extração de siso
O terceiro molar costuma não ter espaço para irromper corretamente. Quando fica parcialmente coberto pela gengiva, cria um espaço que a escova não alcança e que favorece infecção recorrente — a pericoronarite.
Nem todo siso precisa ser extraído. O critério é clínico e radiográfico: sisos irrompidos, funcionais e higienizáveis podem ser mantidos e acompanhados. Extraímos quando há dor, infecção, cárie no siso ou no dente vizinho, risco de reabsorção do segundo molar ou indicação ortodôntica.
- Sisos inclusos com sinal de cisto ou reabsorção do dente vizinho
- Episódios repetidos de inflamação da gengiva sobre o dente
- Cárie no siso ou na face distal do molar anterior
- Indicação de ortodontia que dependa do espaço
Por que a tomografia é obrigatória
A radiografia panorâmica é uma imagem plana: ela sobrepõe estruturas e não informa profundidade. A tomografia mostra a posição tridimensional da raiz em relação ao nervo alveolar inferior, na mandíbula, e ao seio maxilar, na arcada superior.
Saber essa distância antes muda a técnica cirúrgica escolhida e é o que reduz, de forma concreta, o risco de lesão nervosa e de comunicação com o seio. É por isso que o exame antecede a cirurgia aqui, mesmo quando o caso parece simples.
Você recebe as orientações pré e pós-operatórias por escrito, com a medicação, os horários e o que fazer em cada situação. Ninguém deve sair de uma cirurgia tentando lembrar instruções ditas oralmente sob efeito de anestesia.
O pós-operatório
- Primeiras 24 horas. Compressa fria em intervalos, repouso relativo, alimentação fria e macia, sem enxaguar a boca com força.
- Do 2º ao 4º dia. O inchaço costuma atingir o pico e depois ceder. Higiene cuidadosa da região, sem cuspir com força e sem canudo.
- Após o 4º dia. Retorno progressivo à alimentação e à rotina, conforme orientação.
- Entre 7 e 10 dias. Consulta de revisão e remoção de sutura, quando houver.
Não fumar e não fazer esforço físico intenso nos primeiros dias são as duas orientações que mais influenciam a cicatrização — e as duas mais ignoradas.
Riscos e como são reduzidos
Nenhum procedimento cirúrgico é isento de risco. Os principais, em cirurgia oral, são inchaço e dor no pós-operatório, sangramento, infecção, alveolite, comunicação com o seio maxilar e alteração temporária de sensibilidade no lábio ou na língua.
O que reduz esses riscos é conhecido: planejamento por imagem, técnica adequada ao caso, instrumental esterilizado, prescrição correta e orientação clara de pós-operatório. Tudo isso é explicado na consulta, junto com o que esperar da recuperação.
Perguntas frequentes sobre cirurgia oral
Durante o procedimento, não: a área é anestesiada. O desconforto aparece no pós-operatório, junto com inchaço, e é controlado com a medicação prescrita. A intensidade varia conforme a posição do dente e a extensão da cirurgia.
Em muitos casos sim, especialmente com sedação, o que evita repetir o pós-operatório quatro vezes. A decisão leva em conta a dificuldade de cada dente, a sua saúde geral e a sua disponibilidade para o período de recuperação.
O inchaço costuma atingir o pico entre o segundo e o terceiro dia e diminuir a partir daí. A maioria das pessoas retoma a rotina em dois a quatro dias, e a cicatrização da gengiva leva cerca de duas semanas.
Para cirurgia sob anestesia local apenas, não é obrigatório, mas é recomendável. Para procedimentos com sedação, o acompanhante é indispensável: você não poderá dirigir na volta.
Na maioria das vezes, não — mas muda o planejamento. Anticoagulantes, bifosfonatos e imunossupressores, entre outros, exigem conduta específica e às vezes contato com o seu médico. Leve a lista completa dos seus medicamentos à avaliação.
Tratamentos relacionados
Agende sua
avaliação
Traga seus exames ou faça-os aqui. Você sai com diagnóstico, alternativas e valores por escrito — e decide no seu tempo.


