Ortodontia e
aparelho dentário
Aparelhos fixos metálicos, estéticos e autoligados para corrigir a posição dos dentes e a mordida. Avaliação para crianças, adolescentes e adultos em Alphaville.

Imagem ilustrativa · Foto: cottonbro studio / Pexels
O que a ortodontia corrige
A ortodontia trata a posição dos dentes e a relação entre as arcadas superior e inferior. Dentes apinhados, girados ou separados, mordida profunda, aberta ou cruzada, linha média desviada e dentes que não encontram o antagonista são todos problemas ortodônticos.
O tratamento aplica forças leves e contínuas sobre o dente. O osso ao redor responde a essa força se remodelando, o que permite mover o dente sem danificá-lo — desde que a força seja adequada e o acompanhamento, regular.
Não é só estética
A mordida desalinhada distribui mal a força da mastigação. O resultado aparece com os anos: desgaste irregular do esmalte, fraturas, sobrecarga da articulação da mandíbula, retração gengival em dentes mal posicionados e áreas que a escova não alcança.
Corrigir o alinhamento também é preparo para outros tratamentos. Um espaço fechado na posição errada inviabiliza um implante; um dente girado compromete o resultado de uma lente de contato dental.
Tipos de aparelho
- Fixo metálico. O mais versátil e o de menor custo. Resolve praticamente qualquer movimentação.
- Fixo estético. Bráquetes de porcelana ou safira, na cor do dente. Mesma mecânica, muito menos visível.
- Autoligado. Dispensa a borrachinha de amarração, o que reduz o atrito e pode espaçar as consultas de ativação.
- Alinhadores transparentes. Removíveis e praticamente invisíveis — a alternativa descrita na página do Invisalign.
A escolha entre aparelho fixo e alinhador depende da biomecânica que o seu caso exige. Essa recomendação é técnica, não comercial: se o fixo for a opção certa, é o que indicamos, mesmo sendo o tratamento de menor valor.
Qual a idade certa
A primeira avaliação ortodôntica é recomendada por volta dos 7 anos, quando os primeiros molares permanentes já nasceram e é possível enxergar o padrão de crescimento. Isso não significa instalar aparelho nessa idade — significa saber se e quando haverá necessidade.
Em crianças, tratar cedo pode aproveitar o crescimento ósseo para corrigir problemas que, no adulto, exigiriam cirurgia. Em adultos, o osso não cresce mais, mas a movimentação continua perfeitamente possível: não existe idade limite para a ortodontia, e sim pré-requisito de saúde gengival.
Etapas do tratamento
- Avaliação e documentação. Exame clínico, radiografias, fotografias e modelos ou escaneamento intraoral.
- Plano ortodôntico. Diagnóstico do tipo de má oclusão, objetivos do tratamento, tempo estimado e valores por escrito.
- Preparo. Tratamento de cárie e de doença gengival antes da instalação — aparelho não se coloca sobre boca com doença ativa.
- Instalação e ativações. Colagem do aparelho e consultas periódicas de ajuste.
- Remoção e contenção. Retirada do aparelho, polimento e instalação imediata da contenção.
A contenção não é opcional
Terminada a movimentação, as fibras que sustentam o dente ainda guardam memória da posição anterior. Sem contenção, a recidiva é esperada — não é acidente.
A contenção pode ser uma barra fina colada por trás dos dentes, uma placa removível de uso noturno, ou as duas. O que não existe é tratamento ortodôntico que termine no dia em que o aparelho sai.
Perguntas frequentes sobre ortodontia
Há desconforto nos primeiros dias após a instalação e depois de cada ativação, geralmente controlado com analgésico comum. A sensação é de pressão e de dentes sensíveis à mordida, e costuma passar em dois a três dias.
Depende do tipo de má oclusão e da resposta individual. Casos simples de alinhamento podem levar cerca de um ano; casos que envolvem correção de mordida costumam levar de dois a três anos. A estimativa é feita depois da documentação, não antes.
Sim. O osso responde à movimentação ortodôntica em qualquer idade. O que muda é o pré-requisito: em adultos é indispensável tratar antes qualquer doença gengival, porque mover dentes com suporte ósseo comprometido agrava a perda.
Nem sempre. A extração só é indicada quando falta espaço na arcada e não há outra forma de obtê-lo. Essa decisão é tomada com base na documentação ortodôntica, e as alternativas são apresentadas a você antes de qualquer procedimento.
Em alguns casos sim, e em outros a troca comprometeria a mecânica planejada. É uma conversa que vale ter na consulta de acompanhamento, com a documentação atualizada em mãos.
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