Implantes
dentários
Implantes substituem a raiz de dentes perdidos e dão suporte a coroas ou próteses. A avaliação define a quantidade de implantes, a necessidade de enxerto e as etapas do tratamento.

Imagem ilustrativa · Foto: Jonathan Borba / Unsplash
O que é um implante
O implante é um pino de titânio instalado no osso, no lugar onde ficava a raiz do dente. Depois de integrado ao tecido ósseo, ele recebe a prótese — a parte visível, que reproduz o dente.
O implante funciona como suporte para a prótese e pode ajudar a recuperar a mastigação. A saúde do osso e da gengiva precisa de acompanhamento: implantes também podem apresentar inflamação e perda óssea.
Por que repor o dente perdido
Um espaço vazio não fica parado. Os dentes vizinhos se inclinam para ocupá-lo, o antagonista desce em busca de contato e a mordida se desorganiza aos poucos. O osso da região, sem receber estímulo, começa a reabsorver.
Quanto mais tempo passa, mais complexo e mais caro fica o tratamento — porque à cirurgia de implante se somam enxerto ósseo e, muitas vezes, ortodontia para reabrir o espaço que os vizinhos ocuparam.
O papel da tomografia
Toda cirurgia de implante aqui é precedida de tomografia computadorizada. A radiografia convencional mostra uma imagem plana; a tomografia mostra volume, espessura e a posição exata de estruturas que não podem ser lesadas — o nervo alveolar inferior e o seio maxilar.
Com esse exame, posicionamos o implante virtualmente antes de fazer a primeira incisão, definindo diâmetro, comprimento e angulação. A prótese é planejada nessa mesma etapa: o implante é instalado onde a prótese precisa dele, e não o contrário.
Se a avaliação indicar que o seu caso não tem condição de receber implante com segurança agora, dizemos isso e apresentamos as alternativas. Prótese bem indicada é melhor do que implante mal indicado.
Etapas do tratamento
- Avaliação e exames. Exame clínico, tomografia e checagem de saúde geral, incluindo condições que interferem na cicatrização.
- Planejamento. Posicionamento virtual do implante e definição da prótese final.
- Cirurgia. Instalação do implante sob anestesia local, com sedação quando indicada. Costuma durar entre 40 e 90 minutos por implante.
- Integração óssea. Período de cicatrização em que o osso se une ao titânio, em média de três a seis meses.
- Prótese. Moldagem digital e instalação da coroa definitiva, ajustada em cor e forma.
- Manutenção. Consultas periódicas para controle da saúde ao redor do implante.
E quando falta osso?
É uma situação comum em quem perdeu o dente há muitos anos. Nesses casos realizamos enxerto ósseo ou levantamento de seio maxilar — procedimentos de cirurgia oral que reconstroem o volume necessário antes ou durante a instalação do implante.
O enxerto adiciona uma etapa e alguns meses ao tratamento, mas viabiliza casos que antes seriam considerados impossíveis.
O que faz um implante durar
Implantes têm alta taxa de sucesso a longo prazo, mas não são imunes a problemas. A principal causa de perda é a peri-implantite, uma inflamação do tecido ao redor do implante, parecida com a doença periodontal e igualmente relacionada ao acúmulo de placa.
- Higiene diária com fio ou escova interdental na região do implante
- Consultas de manutenção no intervalo definido para o seu caso
- Controle de doenças sistêmicas, especialmente o diabetes
- Abandono do tabagismo, que aumenta de forma significativa o risco de falha
- Uso de placa de proteção por quem range os dentes
Perguntas frequentes sobre implantes dentários
Não durante o procedimento — ele é feito sob anestesia local. No pós-operatório é comum haver desconforto e inchaço por alguns dias, controlados com a medicação prescrita. Muitos pacientes relatam recuperação mais tranquila do que a de uma extração.
O implante precisa integrar-se ao osso antes de receber a prótese definitiva, o que leva em média de três a seis meses. Em casos selecionados é possível instalar uma prótese provisória logo após a cirurgia.
Frequentemente sim, com enxerto ósseo ou levantamento de seio maxilar. A tomografia é o exame que define a necessidade dessas etapas, medindo com precisão o volume disponível.
Não. Em regiões visíveis instalamos uma prótese provisória para o período de integração. Isso é combinado antes da cirurgia, não depois.
Algumas condições exigem controle antes da cirurgia — diabetes descompensado, tabagismo intenso, doença periodontal ativa e certos tratamentos ósseos. Nenhuma delas é avaliada por telefone: a indicação depende do exame clínico e dos exames de imagem.
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